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terça-feira, 14 de abril de 2026

Imersão em Contoexpressão

 

Imersão em Contoexpressão


 Dos dias 10 a 12 de abril de 2026 participei de uma Imersão em Contexpressão organizada pela Claudine Bernardes, escritora de vários livros e especialista em Contoexpressão com ampla experiência nesta área. Ela é uma brasileira que mora atualmente na Espanha. Já tenho uma ampla formação de cursos feitos online com a Claudine, então imaginem minha alegria, além de conhecê-la pessoalmente, também encontrar muitas profissionais do Brasil afora para aprender e trocar experiências.

Uma imersão serve para a gente mergulhar naqueles conhecimentos. Foi um evento de cunho pedagógico para que pudéssemos vivenciar e sentir na pele sobre as oficinas de Contoexpressão que aprendemos nos cursos anteriormente realizados. A experiência é totalmente diferente, por estar neste momento como participante, vivenciando na pele o que alguém que participa de uma oficina sente.

Para quem participa de uma oficina de Contoexpressão muitas vezes percebe seu efeito terapêutico, mesmo não sendo terapia. As atividades mexem com nossos pensamentos, sentimentos e emoções. Aflorando sensações que muitas vezes nem percebemos.

Particularmente para mim foi muito rico os momentos vividos, pois muitas oficinas além de eu ter aprendido na teoria o que fazer, já tinha realizado algumas delas e na imersão pude vivenciá-las. São 3 perspectivas sobre a mesma oficina. Isso não tem preço!

Além das oficinas com a Claudine Bernardes de Fluorescência, Janela de Atmina, Uma Monstruosa Surpresa com rotação de atividades em fluorescência e oficinas de Contoexpressão com grandes grupos. Também tivemos oficinas com: a Flaviana Aquino - Caixa de Areia; com a Graziela Rodrigues - Mandala da Alma e com a Potyra Najara - Arte de Contar Histórias.

Na segunda noite aconteceu o momento de contação de contos com algumas alunas, eu participei com o conto “Maga Trilegal” que provavelmente estará no livro que será fruto desta imersão. Foi inspirador ver o trabalho das colegas.

Além das oficinas, foram vivenciados muitos momentos de integração, tivemos uma sessão de fotos com uma profissional e as colegas expuseram seus livros publicados.

A Casa Cândido em Campinas SP, foi o local do curso escolhido pensando nas distâncias entre as colegas que vieram de todo o Brasil, espaço muito bonito e cheio de natureza ao redor.

Cada momento com as facilitadoras foi inspirador. Eu trouxe na mala muita saudade e ideias para colocar em prática nas minhas oficinas tanto com crianças, adolescentes e adultos. Aguardem as novidades!


Andrea Leandro

Escritora de Contos Terapeuta Integrativa

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Pu e Mô - os irmãos pulmões

 


Pu e Mô – os irmãos pulmões

 

Hoje vou contar a história de dois irmãos que adoram fazer fuzarca. Brincam tanto que chegam a perder o fôlego. Mas um dia suas aventuras os levaram para um lugar que não sabiam como sair de lá! O que será que aconteceu?

Os dois adoravam andar de bicicleta pelo bairro. Um dia resolveram fazer um caminho diferente e acabaram numa estrada de chão batido, sem calçamento. Curiosos que eram sua exploração pelo local - nunca investigado por eles antes – acabou numa aventura de garotos perdidos. Até perceberem sua situação se divertiram muito observando os pássaros e a beleza das árvores até que resolveram parar e olhar para trás e se darem conta que não sabiam onde estavam. Ambos ficaram sem alento!

- Pu começou a ficar sem ar. A respiração estava acelerada de tanto medo. Já Mô estava furioso por terem sido tão descuidados. Sua respiração estava igualmente rápida e ofegante. Um por medo e o outro por raiva. Olhavam para os lados e não sabiam o que fazer até que ambos se encararam, se deram as mãos e lembraram o que sua mãe – Dona Cora, sempre lhes dizia: - Meninos, quando estiverem com as emoções fora de órbita lembrem-se de se darem as mãos e respirarem bem devagar. Então, foi o que os dois fizeram. Pu começou: Inspira e o Mô dizia expira. Repetiram algumas vezes.

No início ainda muito rápido, mas à medida que diminuíam o ritmo da respiração iam se acalmando. Até que ambos pensaram e falaram juntos: É só voltar pela mesma estrada por onde viemos!

Assim ambos voltaram e logo estavam em casa, sãos e salvos. E se deram conta que quando estão calmos conseguem raciocinar melhor. E que nas próximas aventuras irão tentar ser mais cuidados. Já isso é uma outra história!

 

Andrea dos Santos Leandro

Criadora do conto