segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Convite especial para a gurizada
terça-feira, 14 de abril de 2026
Imersão em Contoexpressão
Imersão em Contoexpressão
Dos dias 10 a 12 de abril de 2026 participei de uma Imersão em Contexpressão organizada pela Claudine Bernardes, escritora de vários livros e especialista em Contoexpressão com ampla experiência nesta área. Ela é uma brasileira que mora atualmente na Espanha. Já tenho uma ampla formação de cursos feitos online com a Claudine, então imaginem minha alegria, além de conhecê-la pessoalmente, também encontrar muitas profissionais do Brasil afora para aprender e trocar experiências.
Uma imersão serve para a gente mergulhar naqueles conhecimentos. Foi um evento de cunho pedagógico para que pudéssemos vivenciar e sentir na pele sobre as oficinas de Contoexpressão que aprendemos nos cursos anteriormente realizados. A experiência é totalmente diferente, por estar neste momento como participante, vivenciando na pele o que alguém que participa de uma oficina sente.
Para quem participa de uma oficina de Contoexpressão muitas vezes percebe seu efeito terapêutico, mesmo não sendo terapia. As atividades mexem com nossos pensamentos, sentimentos e emoções. Aflorando sensações que muitas vezes nem percebemos.
Particularmente para mim foi muito rico os momentos vividos, pois muitas oficinas além de eu ter aprendido na teoria o que fazer, já tinha realizado algumas delas e na imersão pude vivenciá-las. São 3 perspectivas sobre a mesma oficina. Isso não tem preço!
Além das oficinas com a Claudine Bernardes de Fluorescência, Janela de Atmina, Uma Monstruosa Surpresa com rotação de atividades em fluorescência e oficinas de Contoexpressão com grandes grupos. Também tivemos oficinas com: a Flaviana Aquino - Caixa de Areia; com a Graziela Rodrigues - Mandala da Alma e com a Potyra Najara - Arte de Contar Histórias.
Na segunda noite aconteceu o momento de contação de contos com algumas alunas, eu participei com o conto “Maga Trilegal” que provavelmente estará no livro que será fruto desta imersão. Foi inspirador ver o trabalho das colegas.
Além das oficinas, foram vivenciados muitos momentos de integração, tivemos uma sessão de fotos com uma profissional e as colegas expuseram seus livros publicados.
A Casa Cândido em Campinas SP, foi o local do curso escolhido pensando nas distâncias entre as colegas que vieram de todo o Brasil, espaço muito bonito e cheio de natureza ao redor.
Cada momento com as facilitadoras foi inspirador. Eu trouxe na mala muita saudade e ideias para colocar em prática nas minhas oficinas tanto com crianças, adolescentes e adultos. Aguardem as novidades!
Andrea Leandro
segunda-feira, 23 de setembro de 2024
Nina e o bichinho da irritação
Nina e o
bichinho da irritação
Nina era uma
menina muito querida, sorridente e sempre cheia de amigas por perto. Um dia
precisou mudar de escola e lá não tinha mais tantas amigas. De repente começou
a sentir algo estranho no estômago, como se fosse um bichinho toda vez que
queria algo e não conseguia.
Aos poucos, sem
querer querendo, começou a alimentar esse bichinho dentro dela. Começou a
implicar com os colegas, dar apelidos, mas isso ao invés de acalmar o bichinho
mais o alimentava. E Nina que era uma menina alegre e querida, passou a ser a
menina chata e implicante que ninguém queria por perto.
A alegria virou
tristeza que muitas vezes virava raiva. E Nina já não sabia o que sentia,
continuava a agir sem pensar e ao invés de ter belas amizades como antes passou
a afastar as pessoas de perto dela.
Até que um dia
chegou Margô, com seu sorriso largo e cativante disse para Nina: - sabe que
quando você chama alguém por um apelido que a pessoa não gosta, você a congela
com esse nome?
Nina, toda
orgulhosa respondeu: - então, sou poderosa, posso congelar as pessoas, e
começou a apontar o dedo ao redor e apelidar a todos. E de repente todos se
congelaram no que ela dizia: Joana virou uma cenoura (já que ela a chamava de
cenourinha por causa do cabelo em tons de ruivo). Já Manuel virou um grande
olho, já que ela o chamava de zoiúdo, por causa dos óculos e assim aconteceu
com todos ao redor. Num primeiro momento ela ficou rindo, mas de repente, se
viu sozinha, sem ninguém para interagir. E a solidão apertou seu coração.
Chorou e as lágrimas limparam seu semblante e sua mente se desanuviou.
- Eu quero que
todos voltem. Quero meus amigos de volta! Lamentou Nina chorando.
Margô repetiu sua
frase em tom de pergunta: - Quer seus amigos de volta?
- Simmmm.
- Então, que tal
ao invés de apelidar você passe a tratá-los com gentileza?
- Eu achava mais
divertido ver a irritação deles, mas não me dava conta que isso podia
chateá-los. Então, percebeu que o bichinho que estava dentro dela saiu e se
transformou numa luz – numa estrela sorridente.
- O que é isso?
Perguntou Nina assustada.
Margô respondeu:
- Isso era o bichinho da irritação. Eu sei pois já tive um. E um amigo me
ajudou assim, como quero ajudar você. Sei que tem muitas coisas que nos irritam
e acabamos descontando nos outros.
- Aprendi que
não preciso irritar meus amigos para me sentir melhor, mas sim brincar e me
divertir juntos com eles.
- Que tal de
agora em diante a gente se divertir com nossos amigos ao invés de irritá-los?
Nina refletiu e
um grande sorriso que antigamente brilhava no seu rosto, voltou a iluminar seu
dia e o bichinho da irritação agora transformado numa estrela brilhante
iluminando seu caminho, começou a ajudá-la a lidar com sua irritação. Ele até sugeriu
algumas ações para os momentos que a irritação começasse a aparecer. Afinal,
ele gostava mais de ser estrela e voar por aí do que ser um bichinho trancado
no estômago dela irritado e querendo magoar os outros.
- Vamos lá!
Disse a agora estrela brilhante e sorridente: – se a irritação quiser chegar
comece a respirar devagar. Se a calma ainda demorar, aguarde um tempo, seja
tomando água ou movimentando o corpo. Não deixe a irritação te controlar. Seja
você o dono das suas vontades. Você consegue, acredite em você! Porque todos
nós acreditamos em você!
Autoria: Andrea
dos Santos Leandro – 20 Set 2024
Facilitadora de Círculos de Construção de Paz
Autora de Contos Infantis
Conto criado para Círculos de Construção para desenvolver um relacionamento saudável e respeitoso com os colegas
Sugestão de Perguntas Norteadoras:
- O que do conto te chamou atenção e por quê?
- O que te deixa desconfortável ou incomodado na sala de aula/escola?
- Que atitudes você gostaria que seus colegas tivessem com você para se sentir acolhido e respeitado?
- Que atitudes você pode ter para agir de forma mais amigável e acolhedora com seus colegas?
- Tem algum colega/pessoa da escola ou da sua comunidade que você admira e por quê?
quinta-feira, 22 de agosto de 2024
Live: Marvin Grinn
sábado, 28 de maio de 2022
Professora Giraleta em como pode
Professora Giraleta em como pode
A professora Giraleta
É uma mistura de girafa com borboleta
Sempre atenta e feliz
Ela tem uma turminha de alunos muito espuleta
Crianças alegres e cheias de energia
Que fazem a sua alegria!
Mas tem momentos de muito tormento
Quando algum estudante atua transformando tudo em uma pequena tormenta
Então ela teve uma ideia!
Disse aos queridos estudantes:
- Sabe aquele momento que parece uma tempestade?
Onde um amiguinho morde, bate ou grita.
Esse momento é de alerta!
Então vamos combinar uma senha secreta?
Se for algo que incomode como grito bem grande:
Vamos dizer: tempestade!
Ou se preferirem podem dizer: trovão
Já que grito assusta e nos tira do chão
Se for uma mordida ou empurrão
Que tal dizer: tufão
Pois as emoções do amigo estão em turbilhão!
Para acalmar a tempestade
Que tal ter mais piedade?
Vamos ajudar o colega e dizer algo que acalme:
- Respire devagar para a tempestade acalmar!
ou
Que tal um tempinho para a calma voltar?
E quando a calma voltar, oba podemos brincar!
Você pode escolher e ver como pode se sentir melhor
Se preferir pode se imaginar cheirando uma flor
Até a respiração abrandar e o coração acalmar
Depois no momento de calmaria
Vamos brincar, que alegria!
E assim a professora Giraleta sempre atenta
Diz para seus queridos estudantes como podem agir
Mostrando que existem caminhos alternativos
Da tempestade a calmaria
Podem surgir muitos momentos de alegria!
💦💨💗
Esse conto pode ser usado num Círculo de Paz com as crianças na cerimônia de abertura ou em sala de aula.
Abaixo sugestão de plaquinhas que podem ser usadas para ajudar a ilustrar a ideia.
sábado, 24 de julho de 2021
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
Pu e Mô - os irmãos pulmões
Pu e Mô –
os irmãos pulmões
Hoje vou
contar a história de dois irmãos que adoram fazer fuzarca. Brincam tanto que
chegam a perder o fôlego. Mas um dia suas aventuras os levaram para um lugar
que não sabiam como sair de lá! O que será que aconteceu?
Os dois
adoravam andar de bicicleta pelo bairro. Um dia resolveram fazer um caminho
diferente e acabaram numa estrada de chão batido, sem calçamento. Curiosos que
eram sua exploração pelo local - nunca investigado por eles antes – acabou numa
aventura de garotos perdidos. Até perceberem sua situação se divertiram muito
observando os pássaros e a beleza das árvores até que resolveram parar e olhar
para trás e se darem conta que não sabiam onde estavam. Ambos ficaram sem alento!
- Pu
começou a ficar sem ar. A respiração estava acelerada de tanto medo. Já Mô
estava furioso por terem sido tão descuidados. Sua respiração estava igualmente
rápida e ofegante. Um por medo e o outro por raiva. Olhavam para os lados e não
sabiam o que fazer até que ambos se encararam, se deram as mãos e lembraram o
que sua mãe – Dona Cora, sempre lhes dizia: - Meninos, quando estiverem com as
emoções fora de órbita lembrem-se de se darem as mãos e respirarem bem devagar.
Então, foi o que os dois fizeram. Pu começou: Inspira e o Mô dizia expira. Repetiram
algumas vezes.
No início
ainda muito rápido, mas à medida que diminuíam o ritmo da respiração iam se
acalmando. Até que ambos pensaram e falaram juntos: É só voltar pela mesma
estrada por onde viemos!
Assim ambos
voltaram e logo estavam em casa, sãos e salvos. E se deram conta que quando
estão calmos conseguem raciocinar melhor. E que nas próximas aventuras irão
tentar ser mais cuidados. Já isso é uma outra história!
Andrea dos Santos Leandro
Criadora do conto








